Sérgio de Carvalho está confirmado para a 1ª Semana de Arte Popular!

 

sergio

Sérgio de Carvalho, diretor do Cia. do Latão e João Pissarra, produtor do grupo, estarão presentes para discutir as  possibilidades e perspectivas  da arte e do teatro popular em nosso país, num viés crítico  e emancipatório.

  Sérgio de Carvalho é dramaturgo e encenador. É diretor e fundador da Companhia do Latão, grupo teatral de São Paulo, pesquisador de teoria do teatro e professor de Dramaturgia e Crítica na Universidade de São Paulo. Tem mestrado em Artes Cênicas e doutorado em Literatura Brasileira.Como jornalista colaborou com diversos órgãos de imprensa, entre os quais O Estado de S. Paulo (como cronista), Folha de S. Paulo e revista Bravo. Edita atualmente as revistas de cultura Vintém e Traulito, ligadas à Companhia do Latão. É co-autor dos livros Companhia do Latão 7 peças (Cosacnaify, 2008), Atuação Crítica (Atuação Crítica, 2009), Introdução ao Teatro Dialético (Expressão Popular, 2009). Entre seus escritos colaborativos se destacam as peças O Nome do Sujeito (1998), Visões Siamesas (2004) e Ópera dos Vivos (2010). Tem realizado palestras sobre o teatro dialético no Brasil em importantes centros de estudos no mundo, tais como a Casa Brecht de Berlim (2007)

              Depois de trabalhar como dramaturgista com o Teatro da Vertigem, envolveu-se mais diretamente com a produção teatral em meados dos anos 90, criando a Companhia do Latão, que passou a ter este nome a partir de 1997. O gesto indica que a fonte maior da inspiração de sua pesquisa teatral é o trabalho de Brecht, sobretudo o conjunto de textos escritos entre 1937 e 1951 e publicado sob o título A compra do latão. O trabalho de 1997, Ensaio sobre o latão, contém algumas das questões que ainda hoje norteiam os experimentos da companhia: possibilidades e limites do trabalho teatral em tempos de total colonização da sensibilidade e do imaginário pela indústria cultural; desafios práticos e teóricos postos desde sempre aos que se dispõem a fazer teatro ou qualquer modalidade de arte conseqüente no Brasil; e, sem esgotar a pauta, a busca de uma cena em que formas da sociabilidade brasileira possam ser examinadas sem complacência.

Para o autor :

“Assim como o trabalho na universidade só tem alguma chance quando se nega a abastecer o mercado e se atira para fora de seus próprios condicionamentos institucionais, quando recusa a pressão capitalista já internalizada no esquema das bolsas, congressos, pontuação acadêmica e cooperação empresarial, o teatro só tem alguma chance quando põe em crise a própria constituição, quando desloca sua função e seu lugar previsto pelas instituições da cultura. É ao refletir sobre sua crise na sociedade capitalista, ao procurar interlocutores fora do circuito de compra e venda das artes (mas sem deixar de aí atuar, porque a luta também precisa ocorrer nos centros de irradiação do imaginário, até que novos meios de produção sejam criados) que ele pode contribuir, em pequena escala, para uma ativação simbólica da luta de classes.”

Fonte: http://www.sergiodecarvalho.com.br

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